O Sucesso e o sentido da Vida
Corremos
atrás do sucesso, da felicidade, do reconhecimento, da constante “luta” pela
sobrevivência. Construímos uma rede de valores, como: honestidade, empatia,
liderança, ética e tantos outros. Tentamos, com todas as forças, não deixá-los
de lado nas nossas atitudes, nas nossas conquistas e nos nossos projetos.
Vivemos na época da resiliência, da fluidez,
da leveza e, com este cenário, muitas vezes nossas crenças se perdem,
fragilizam. Há uma grande falta de reflexão. a precipitação nas decisões gera
erros constantes.
A
precipitação nas decisões gera erros constantes, agimos por impulsos,
envolvidos pela emoção, pela pressa. Somos levados a nos envolver, com muita rapidez,
às mudanças aceleradas e ao acúmulo de informações.
Parece
que nosso cérebro necessita, virar um
computador; tudo adiciona, salva, configura e utiliza. Para quê? Por quê? Talvez não dê tempo de perguntar, é preciso
correr tanto, é preciso seguir rápido demais, antes que o outro passe na nossa
frente.
Estamos indo para onde, mesmo? Impossível não
questionar; o sucesso que buscamos é relevante em relação às conseqüências que
desencadeia? Estresse, baixa-estima, ausência no convívio com a família e
amigos, lazer... Até que ponto conseguimos compensar nossas necessidades
pessoais, nos envolvendo freneticamente com esta situação, que parece ser
padrão.
A maneira de como reagimos aos estímulos externos,
situações de conflito, pressão por resultados, expressa muito de nós e
contribui diretamente para que a nossa
vida seja mais ou menos saudável.
Precisamos
descobrir nossos pontos fortes, para produzir mais e com mais competência, qualificar
nosso perfil de liderar, saber manter o foco, cumprir metas, abandonar as
nossas fraquezas por estratégias que envolvam persuasão, criatividade e
ousadia. Qual o segredo para tantas conquistas? Existe uma fórmula, uma forma
mais acertada?
Estar
motivado para algo ou alguma coisa, já é um bom começo. E, motivação é algo
interno, necessitamos tê-la dentro de nós. Nem é tão complicado, estarmos num
ou noutro momento, motivados. O mais difícil é manter acesa a luz do ânimo e do
encantamento, diante de tantos desafios e exigências. Conseguir desenvolver soluções imaginativas para problemas
complexos, irradiando otimismo e entusiasmo.
Finalizo
focando que temos que aprender a viver, como diz Vera Martins, em seu livro:
Seja Assertivo, ainda é um caminho interessante a perseguir. Não é possível
pensar em sucesso pessoal e profissional sem uma postura e posicionamentos assertivos,
em palavras, ações ou até mesmo em situações triviais.
Somos o
que pensamos, e agimos conforme aquilo
que acreditamos. É bom lembrar que se conseguirmos usar o nosso tempo com intensidade,
estes registros ficarão arquivados em nossa memória e farão muito bem à saúde.
Alguns
fundamentos são essenciais: manter a nossa autoestima, a nossa paz interior,
para suportar com mais tranquilidade as situações de risco, prevendo, desta
maneira, a forma como reagiremos.
A nossa
adaptabilidade, o nosso autocontrole e a nossa tolerância estarão a nosso favor
se conseguirmos trabalhar o nosso interior. Além disso, a vontade de continuar reavaliando a nossa
competência para um constante crescimento faz parte das pessoas que conseguem
enxergar a vida como um grande desafio, como um grande mistério. Vamos voltar à
paixão por nós mesmos e nunca desistir da idéia de que para amar alguém, em
primeiro lugar, devemos amar a nós mesmos.
MARTINS,
Vera. Seja Assertivo. São Paulo.
Alegro, 2004
FERRY,
Luc. Aprender a viver. Rio de
Janeiro. Objetiva, 2007
Maria
Júlia Girardi Dalmas
Orientadora
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