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  A procura  
  30/06/2010
por Maria Júlia Girardi Dalmas - Orientadora Educacional
 
 


Quando pensávamos que sabíamos todas as respostas, mudaram todas as perguntas. É um pouco assim que os seres humanos estão se sentindo hoje. O que fazer e como compor o necessário para buscar o melhor?

A simplicidade, a espiritualidade e a verdade estão na mais profunda essência humana. Somos uma centelha de DEUS, portanto impregnados de seu eterno amor. Enquanto isso, o sentimento de rejeição em relação a isso é visível. Nossa mente está coberta de mensagens bem diferentes; ressentimentos, ansiedade, insatisfação, consumismo, culpa e tantos outros apelos fortemente estabelecidos.

 Em diferentes etapas da vida, estes mesmos sentimentos "do bem" parecem tomar conta. O ser humano tem a ânsia pela paz e parece que procura a guerra.

Quem decide ter um comportamento equilibrado e ético parece não ser bem visto. Para ultrapassar barreiras e construir um futuro promissor, não importa o processo, e sim, os resultados. Será?

Nosso Mestre Jesus ensinou pelo seu exemplo de amor ao próximo, perdoando a todos, oportunizando uma segunda chance e valorizando a todos.

As pesquisas mostram que uma mente tranquila acessa melhor suas conexões possibilitando respostas mais criativas e adequadas; enquanto que uma mente com excesso de informações e conflituosa desencadeia bloqueios e doenças psicossomáticas.

Esta "prisão emocional" que criamos pelo desejo absurdo de estar sempre correndo, sem tempo, nem discernimento do que é mais importante e do que  é supérfluo, estreitou nossos momentos de paz.

Estamos apegados aos padrões, ao julgamento, ao controle e à necessidade do poder. Um desejo fascinante de que o meu ego brilhe mais que o seu... E aí vamos acumulando o excesso, impossibilitando a leveza do ser.

Mas, para neutralizar este processo, é preciso criar a engrenagem da mudança. Um verdadeiro trabalho na busca da sensação da serenidade. Ter tempo para sentir a vida, saboreá-la. Certamente, desta forma vamos priorizar o que realmente agrega valor, daquilo que somente provoca distorções efêmeras de alegria.

É importante observar o quanto as reações dos outros tomam parte em nossas atitudes. Na verdade, só é possível, não colocar a opinião do outro acima da nossa própria, quando tivermos uma adequada estima por nós mesmos. Não é fácil desconectar-se das inúmeras preocupações e exigências.

A questão que se quer aprofundar é a nossa atitude frente ao mundo,  a partir daí, usar o bom-senso para decidir.

Estamos sempre decidindo entre o bom e o melhor; se estivermos alertas, a chance de ficar com o melhor é maior. Diante desta perspectiva pode se dizer que uma mente preocupada está mais vulnerável a maus resultados.  

O mundo está sempre mudando; esta flexibilidade de enxergar as coisas nos permite maior chance de aproximação às pessoas. Mudar o nosso enfoque interior é um exercício, requer paciência e persistência.

No momento que descobrirmos o valor do amor, do bem e da verdade as nossas respostas terão um peso maior, pois a verdadeira felicidade não está no que temos, mas quem nós temos, de acordo com a saúde de nossos relacionamentos.

 À medida que aplicarmos os princípios básicos nos permitindo permanecer pacientes e otimistas vamos nos sentir profundamente ligados a DEUS que sinônimo do amor e teremos mais respostas às nossas perguntas.

 
Referências bibliográficas:

PRATHER, Hugh. Não leve a vida tão a sério. Sextante, Rio de Janeiro, 2003

GOTTMAN, John M. Relacionamentos. Objetiva, Rio de Janeiro, 2003.

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